quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Evento!

Boa tarde galera!

Conforme as publicações anteriores, todo mundo já está sabendo que foi realizado nesse ultimo final de semana, dia 14 de Julho de 2012 em Cuiabá, no Teatro do Colégio Liceu Cuiabano o Campeonato Mato-grossense de Culturismo.

Após 02 anos sem ser realizado, o campeonato teve uma boa presença de publico mas não tanto de atletas. Segundo o presidente da IFBB-MT, Kinssiger Alencastro, após esse período sem realização do estadual, alguns atletas não acreditaram que esse ano teria o evento. Porém, a partir desse ano, somente os dois primeiros classificados de cada categoria no estadual participam do campeonato Brasileiro que será realizado neste final de semana no Rio de Janeiro. 

Com a baixa participação de atletas, 09 no total, sendo uma no feminino, foram feitas somente 02 categorias. Na categoria até 75 kg tivemos três atletas e o campeão foi o consagrado atleta no estado, Luciano Karim, que foi 5º colocado no Arnol Classic 2012. Já na categoria acima de 75 kg o campeão foi o atleta Murilo de Paula Souza, um atleta que é da categoria juvenil, de apenas 19 anos, na sua primeira competição e que acredito ser a mais nova promessa do Fisiculturismo no estado. Já na disputa do overall a experiência de Luciano Karim falou mais alto e ele sagrou-se o grande campeão da noite.  

Vale lembrar que alguns participantes do evento são iniciantes e muitos tem um futuro promissor no esporte. Acredito que a maioria deles, logo irão estar entre os tops do estado, podem conferir pelas fotos. 

A competição contou com o apoio da Probiótica e a grande presença de publico nos faz acreditar que no próximo ano, vários atletas irão se preparar para participar. A tendência é ver nosso esporte crescendo no estado e logo mais surgirem talentos como o Murilo para integrar o hall de grandes atletas que temos aqui como Cristovão Pinheiro, Daniel Rosati, Rafael Bordini, Fabio Hirata, Glauber Bambirra, Gerson Felipe, Alex Rezende, Glaucia Paiva, Renata França, entre outros.

Boa sorte aos nossos representantes no Brasileiro esse final de semana.

Só para lembrar, na sexta-feira todas as fotos do eventos estarão no www.facebook.com/portaldofisiculturismo. Acessem!


 























































Bons treinos!

Leandro Marques

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Campeonato Mato-grossense de Culturismo!

Isso aí galera! Como anunciado anteriormente, rolou nesse final de semana o Campeonato Mato-grossense de Culturismo.

O Portal do Fisiculturismo acompanhou na sexta-feira a inscrição e a pesagem e no sabado o evento principal!

Estamos aqui editando as fotos e logo logo todas estarão na nossa pagina no Facebook (www.facebook.com/portaldofisiculturismo). Não se esqueçam de Curtir. 

Nosso próximo post terá algumas fotos do evento e uma matéria com mais do que vimos por lá.

Não posso esquecer de agradece o Kinssiger Alencastro, presidente da IFBB-MT, que deu todo o apoio para o nosso blog e abriu as portas do evento e dos bastidores! Agradecer ao companheiro Gildo que foi nosso primeiro contato e também deu uma grande força! E ao nosso sócio do blog Steffano Scarabottolo sempre junto na correria das fotos e dos vídeos!   

Por enquanto ficam algumas fotos da pesagem na sexta!



















Boa semana!

Leandro Marques.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Campeonato Mato-grossense de Fisiculturismo!

Isso aí amantes do esporte, será realizado nesse final de semana o Campeonato Mato-grossense de Fisiculturismo. Ótima oportunidade para os novos talentos deste esporte começarem a aparecer e divulgarem um pouco mais desse esporte que aqui em nosso estado é tão pouco difundido.

Aproveitamos para anunciar a criação da nossa Fã page no facebook. Ela pode ser acessada pelo endereço www.facebook.com/portaldofisiculturismo

Toda a cobertura com fotos e vídeos que iremos fazer no Campeonato estará lá! Criaremos os álbuns de fotos e todos poderão acessar! Aproveitem e curtam a pagina para receber todas as novidades do blog, futuras promoções e algumas postagens exclusivas para facebook. 



terça-feira, 10 de julho de 2012

Aerobiose em Jejum: Fazer ou não fazer?

"A gordura queima na fogueira dos carboidratos"! Quem nunca leu esta expressão em alguns livros ou ouviu de alguns professores¸ mestres e doutores referindo-se a ineficiência de realizar aerobiose em jejum? De uma forma geral¸ eles afirmam que a oxidação de lipídios só ocorre na presença de glicose. Após um período de jejum de aproximadamente 7-9 horas¸ segundo eles¸ não adianta realizar uma atividade aeróbica moderada para potencializar a lipólise¸ pois a reserva de glicogênio apresenta-se insuficiente para tal processo. 


Em nossa experiência prescrevendo exatamente a atividade aeróbia em jejum durante quase duas década observamos justamente o contrário. Vale ressaltar que não é apenas a prática que corrobora a maior oxidação de gorduras quando o aeróbico é realizado em jejum. O pesquisador sueco Torbjorn Akerfeldt aponta ser possível solicitar três vezes mais gordura se exercitando pela manh㸠em jejum¸ comparado à mesma atividade promovida no período da tarde após as refeições. Akerfeldt ainda recomenda pelo menos seis horas em jejum antes da atividade. Nessa situação¸ acredita Akerfeldt¸ que o organismo não tenha muito glicogênio estocado para ser solicitado como fonte de energia¸ ou seja¸ teria que ir direto aos depósitos de gordura para fornecimento de energia para que se possa completar a atividade. 


Desde a publicação de seus estudos na renomada¸ mas extinta Revista norte americana Muscle Midia¸ no início da década de 1990¸ utilizamos sua proposta baseando-nos na tentativa com diversos atletas do bodybuilding internacional com sucesso. Nessa época estávamos no interior do maior templo do bodybuilding radical¸ nada menos do que a Temple Gym em Birmingham no Reino Unido. Muito embora não sedimentado em estudos conclusivos nessa época¸ nos foi muito eficiente a estratégia. Devem imaginar a estranhes que nos causou presunções opostas a efetividade de tal prática! Porém alguns estudos animadores vêm sedimentando nossas esperiências.

No estado alimentado¸ a fonte predominante de energia é a reserva de glicogênio hepático e muscular¸ e a maior participação dos lipídios ocorre somente após 20-25 minutos de atividade. As proteínas¸ por meio da via proteolítica¸ são responsáveis por apenas 5-15% do fornecimento de energia neste processo. Já no estado de jejum¸ devido à baixa reserva de glicogênio e conseqüente reduzida participação da via glicolítica¸ a fonte predominante de energia são as gorduras¸ por meio da beta-oxidação¸ ou seja¸ os triglicerídeos são quebrados em glicerol e ácidos graxos e este último é convertido em Acetil CoA para posterior entrada no ciclo de Krebs e oxidação (CHAMPE¸ HARVEY¸ FERRIER¸ 1996). A literatura científica comprova que durante o aeróbio em jejum a presença de glicerol e ácidos graxos livres no sangue é significativamente maior do que no estado alimentado¸ reflexo da maior participação de gorduras (BOCK¸ RICHTER¸ RUSSEL et al¸ 2005; PACY¸ BARTON¸ WEBSTER¸ GARROW¸ 1985). 

No jejum¸ a participação das proteínas se mantém entre 5-15% no processo de geração de energia¸ ou seja¸ o catabolismo muscular não é intenso desde que você não exagere no tempo e utilize alguns suplementos anti-catabólicos a fim de reduzir a proteólise. 

Torbjorn relatou em seus experimentos que a proteína degradada diminuiu ao invés de aumentar durante a aerobiose em jejum. Em outras palavras¸ não se experimenta catabolismo muscular¸ mesmo em jejum. Em decorrência da grande utilização de ácidos graxos como fonte de energia no aeróbio em jejum. Segundo Champe e colaboradores (1996)¸ ocorre um aumento significativo na produção de corpos cetônicos¸ responsáveis pela acidose sanguínea e conseqüente queda no rendimento¸ além de toxicidade quando presente em grandes quantidades. 


O objetivo do aeróbico em jejum não é melhora de rendimento e sim maior queima de gorduras.


É importante salientar que sempre aconselhamos¸ mesmo para atletas confirmados¸ a introduzirem a aerobiose em jejum progressivamente¸ pois nem todas as pessoas se adaptam facilmente a atividades com essa natureza. Em estado de repouso¸ o organismo pode se adaptar ao jejum com certa facilidade¸ mas durante exercícios¸ a situação pode não ser tão simples. Muitas pessoas não conseguem se adaptar de forma eficiente à aerobiose em jejum e podem até desmaiar¸ reação de defesa do organismo que pode provocar danos neurais (AUER¸ 1983; DE COURTEN-MEYERS et al.¸ 2000). Portanto¸ muito cuidado ao introduzir esse tipo de proposta. Normalmente¸ recomendamos para indivíduos aparentemente saudáveis¸ iniciar com um tempo de execução em torno de oito a 10 minutos¸ adicionando mais dois minutos a cada duas sessões até chegar a um período de 20 a 40 minutos de atividade. 


Mas afinal¸ qual a relação da expressão "A gordura queima na fogueira dos carboidratos?"


No interior do ciclo de Krebs¸ existe um intermediário denominado oxalacetato¸ que é um dos responsáveis pelo funcionamento adequado do ciclo e oxidação do metabólito. A glicose é o principal precursor deste intermediário¸ ou seja¸ quando as reservas de glicogênio estão reduzidas a sua produção fica comprometida e o ciclo não "gira" com perfeição¸ não oxidando as gorduras de uma forma eficaz segundo alguns doutores. Informamos aos desinformados que a glicose não é o único precursor do oxalacetato¸ a via proteolítica também tem participação em menor grau (CURI¸ LAGRANHA¸ 2003). Além disso¸ nosso organismo é inteligente o suficiente para deixar reservada uma quantidade suficiente de glicose nas reservas corporais para atividade importantes¸ ou seja¸ a glicose ainda participará da produção deste intermediário¸ em menor grau é claro. Esta menor produção de oxalacetato causará uma queda de rendimento do indivíduo¸ mas ressaltamos novamente: o objetivo não é rendimento¸ e sim a oxidação de gorduras. 

Algumas dicas importantes nesta atividade referem-se à utilização de algum termogênico antes do aeróbico a fim de potencializar a lipólise¸ a ingestão de 500 ml de água para prevenir desidratação¸ pois a água drena fluidos para dentro da célula e evita a quebra protéica; e a administração de aminoácidos de cadeia ramificada anteriormente com o objetivo de diminuir o catabolismo protéico e a espera de 20-30 minutos para realizar a primeira refeição do dia após esta atividade¸ pois o organismo continua a utilizar ácidos graxos após o exercício durante este tempo. 


Destaca-se ainda que outro horário satisfatório para a inclusão de trabalho aeróbio efetivo para queima de gordura seria imediatamente após a sessão de treino com pesos. Após um treino com sobrecargas¸ que irá variar de acordo com os grupos musculares treinados¸ entre 30 e 40 minutos¸ costuma-se aproveitar o tempo que falta para completar uma hora ou uma hora e pouco¸ em um cicloergômetro qualquer. Nessa atividade extra já haveria uma solicitação lipídica maior¸ porque glicogênio já fora requerido em quantidade expressiva na atividade com pesos. Salientamos que essa estratégia não é utilizada no período off season¸ a não ser que a pessoa esteja concentrando mais gordura corporal do que o esperado nessa fase da preparação. 

Diante disto¸ é evidente que a aerobiose em jejum é mais eficaz com o objetivo de maior oxidação de gorduras¸ contudo¸ o indivíduo sempre deve estar atento para não exagerar no tempo¸ da intensidade e no uso prolongado desta técnica¸ afinal todo exagero na vida é desaconselhado. 

Por:
Waldemar Marques Guimarães Neto (Professor de Educação Física)
Osvaldo do Rosário Neto (Nutricionista)




REFERÊNCIAS

CHAMPE¸ P. C.; HARVEY¸ R. A.; FERRIER¸ D. R. Bioquímica Ilustrada. 4 ed. Porto Alegre: Artmed¸ 1996.

BOCK¸ K.; RICHTER¸ E. A.; RUSSEL¸ A. P. et al. Exercise in the fasted state facilitates fibre type specific intramyocellular lipid breakdown and stimulates glycogen resynthesis in humans. J Physiol¸ v. 564¸ n. 2¸ p. 649-660¸ 2005.
PACY¸ P. J.; BARTON¸ N.; WEBSTER¸ J.; GARROW¸ J. S. The energy cost of aerobic exercise in fed and fasted normal subjects. The American Journal of Clinical Nutrition¸ p. 764-768¸ 1985.
CURI¸ R.; LAGRANHA¸ C. J.; PROCOPIO¸ J. Ciclo de Krebs como fator limitante na utilização de ácidos graxos durante o exercício aeróbico. Arq Bras Endocrinol Metab¸ v.47¸ n.2¸ p. 135-143¸ 2003.

AUER¸ R. N. Progress review: hypoglycemic brain damage. Stroke¸ v. 17¸ n. 4¸ p. 699-708¸ 1986. 
DE COURTEN-MYERS¸ G.; HWANG¸ J. H.; DUNN¸ R. S.; MILLS¸ A. S.; HOLLAND¸ S. K.; WAGNER¸ K. R.; MYERS¸ R.E. Hypoglycemic brain injury: potentiation from respiratory depression and injury aggravation from hyperglycemic treatment overshoots. J Cereb Blood Flow Metab¸ v. 20¸ n. 1¸ p. 82-92¸ 2000.